quinta-feira, 30 de abril de 2020

Marco em Homenagem ao Cinquentenário de Belo Horizonte



Legenda:
Artista:desconhecido
Data: 1947
Local: Av. Augusto de Lima esquina com a Rua da Bahia
Foto: Bruno Rivelli

O marco comemorativo constitui-se de uma placa de mármore de carrara, uma homenagem da família Lunardi ao cinquentenário de Belo Horizonte; constando os nomes do Governador do Estado Milton Campos, do Prefeito Otacílo Negrão de Lima e dos vereadores na data em que foi instituído.

Monumento Torre de Petróleo




Legenda:
Artista: Desconhecido
Data: 1958
Local: Praça Afonso Arinos
Foto: Bruno Rivelli

O monumento foi criado com tubos de ferro entrelaçados e erguido pelos estudantes de Direito da UFMG, em homenagem à Petrobrás, no dia 15 de agosto de 1958, por ocasião das comemorações do cinquentenário do Centro Acadêmico “Afonso Pena” – CAAP.

O CAAP foi fundado em 1908 e, desde então, atua em movimentos políticos e regionais defendendo os interesses estudantis, a democracia e a justiça. Em 1953, tornou-se um órgão representativo do corpo discente da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais - FDUFMG.

“O Petróleo é Nosso” foi um nos inúmeros eventos realizados pela FDUFMG, na comemoração do centro acadêmico, que culminou na construção da Torre de Petróleo.

O Anjo







Legenda:
Artista: José Pedrosa
Data: 1943
Local: Praça São Francisco de Assis - Pampulha
Fonte: Foto Ale Megale


Escultura idealizada pelo artista plástico José Pedrosa, em 1943, por solicitação pelo prefeito Jucelino Kubitchek e realizada por José Amâncio de Carvalho e inaugurada em 2003. A obra, em aço, mescla características de anjos e de pássaros.

"Irmão Sol, Irmã Lua”



Legenda:
Artista: Helena Netto
Data: 1996
Local: Praça São Francisco de Assis
Fonte: Foto Ale Megale



De acordo com Teixeira (2008, S/P), a “escultura formada por dois cones que se encontram na base e se complementam, lembrando um disco voador, [...], prenuncia uma nova era de paz”. Seu nome é uma homenagem da artista a São Francisco de Assis e à Santa Clara. 

De aço inox, a escultura é o resultado do diálogo entre espaços fechados e abertos que, apesar do peso, assumem um agradável aspecto de movimento e leveza. A obra contou com o patrocínio da Acessita e Irmãos Ayres e foi doada pela artista.

Monumento à Iemanjá - Portal da Memória



Legenda:
Artista: José Sinfronini de Freitas Castro e Jorge dos Anjos
Data: 2017
Local: Av. Otacílio Negrão de Lima - Próximo à Casa do Baile – Lagoa da Pampulha
Fonte: foto Ale Megale


O monumento à Iemanjá, a "Rainha do Mar" para os umbandistas, foi esculpido por José Sinfronini de Freitas Castro, em marmorite, mede 2 metros e pesa 500 kg. Foi inaugurado em 24 de abril de 1982, durante a primeira "Festa Estadual em Honra a São Jorge".

Já o Portal da Memória, foi inaugurado em 2007. A Prefeitura de Belo Horizonte contou com a colaboração de terreiros de matriz africana de Belo Horizonte, atuação conjunta entre poder público e a sociedade civil na construção das diretrizes que subsidiaram a intervenção. O monumento é uma homenagem às matrizes culturais africanas, que deixaram um exemplo de luta, conquistas e resistências para os belorizontinos.

O processo de recuperação reafirma valores fundamentais para a representação das características identitárias dos povos de matriz africana, expressão da resistência desses povos. 

Dizer escrito em uma placa próxima ao Portal da Memória: “Mesmo que o mar fosse de tinta e as ondas papel pautado, não seria suficiente para escrever os nomes de todos a serem exaltados”.

O Portal da Memória foi criado pelo artista Jorge dos Santos, projetado em aço, patrocinado pelo IEPHA/MG, sendo considerado Patrimônio Cultural de Belo Horizonte.

Figura Alada



Legenda:
Artista: José Alves Pedrosa
Data:1943
Local: Museu de Arte da Pampulha - MAP
Foto: Bruno Rivelli


Conforme BARBOSA[1], “a obra foi originalmente projetada para a Casa do Baile (...) por encomenda de Juscelino Kubstheck”. Relata também, que “a escultura se insere no projeto modernista brasileiro, à medida que se aproxima da obra do arquiteto Oscar Niemeyer e do paisagista Burle Max”.

De acordo com Pessoa, "a  peça feita em bronze traz uma figura feminina que emerge das ondas que a tocam diretamente no braço esquerdo e nas duas pernas – região superior da coxa. A base parcialmente encaixada na região superior da coxa esquerda, não somente alonga a estrutura como suspende no ar a perna direita".(PESSOA, 2017, p. 99)

De forma estilizada, a escultura apresenta sinuosidade e volume em movimento contínuo. Convida o espectador a girar e apreciar todos os seus ângulos, além de poder ser tocada.

A escultura encontra-se em frente ao MAP, conforme informações do Portal São Francisco, "funcionou como cassino, o primeiro da cidade, até ser fechado em 1946, devido à proibição do jogo no país. Passou a funcionar como museu em 1957, quando era conhecido como Palácio de Cristal. Suas instalações possuem biblioteca, loja de souvenirs, café e salas de multimídia. O acervo do MAP é constituído de 900 obras” (Portal São Francisco, S/D).

O MAP foi o primeiro projeto de Niemeyer na Pampulha, influenciado pelos princípios de Le Corbusier. Os jardins de Burle Marx são uma homenagem ao verde tropical.

[1] Portal o Tempo, 21/12/2010.

O Nu



Legenda:
Artista: Augusto Zamoysky
Data:1943
Local: Museu de Arte da Pampulha - Avenida Otacílio Negrão de Lima, 16.585
Foto: Ale Megale



Escultura em bronze, construída em 1943, pelo artista polonês Augusto Zamoysky. De acordo com informações do Itaú Cultural (2019, ...)  "Em Nu, a jovem figura reclinada contempla o vazio, seu olhar desvia-se do espectador. No entanto, é preciso salientar que esse olhar classicizante de Zamoyski é um olhar moderno que, sobretudo no Brasil, encontra as manifestações do retorno à ordem, bastante significativas no campo da escultura local".

Mesmo com sua inclinação modernista, o artista participa das influências do retorno à ordem, isto é, da reação vanguardista pela recuperação da tradição e dos valores culturais nacionais.

Abraço



Legenda:
Artista: Alfredo Ceschiatti (1918-1989),
Data:1943
Local: Jardins do MAP
Fonte: foto acervo pessoal


Quase de tamanho natural, duas mulheres nuas, criadas em mármore, se abraçam num jardim de um museu público. Obra do artista Ceschiatti, que esteve junto do arquiteto Oscar Niemeyer nas obras do Complexo da Pampulha, como também, na construção de Brasília.

A Porta



Legenda:
Artista: Amilcar de Castro
Data:s/d
Local: Museu de Arte da Pampulha - MAP
Fonte: foto Ale Megale



De aço Corten, a obra de Amilcar de Castro elimina a base e se estende horizontalmente no solo, dialogando com a paisagem. Suas dobras tornam a geometria maleável e mais humana.

Amilcar Augusto Pereira de Castro foi escultor, gravador, desenhista, diagramador, cenógrafo e professor. Mudou-se com a família para Belo Horizonte em 1935, tendo estudado na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), de 1941 a 1945. A partir de 1944, frequentou o curso livre de Desenho e Pintura com Guignard, na Escola de Belas Artes de BH. Também estudou escultura figurativa com Franz Weissmann.

Efigie de Otacílio Negrão de Lima




Legenda:
Artista: Lêdo
Data: 1969
Local: Jardins da Praça Raul Soares
Foto: acervo pessoal

Sabe-se que a escultura é de caráter comemorativo. Está sob um pedestal e sua forma constitui-se de um grande volume, porém percebe-se um caminho pela superfície do bloco pelo aprofundamento de algumas partes, a fim de ressaltar os homenageados. Na frente, um rosto é sugerido e estabelece um diálogo com alguns padrões formais cuidadosamente realizado. Já na parte de traz, pode-se perceber, também, em alto relevo, a figura de um casal de mãos dadas, contrastando com outros elementos estéticos. Conforme Donis, A. (1991, p.108), “o contraste é uma força visível para a criação de um todo coerente”.

De acordo com Maria Helena de Rezende Costa, PBH, no Inventário dos Monumentos de Belo Horizonte, realizado pela BELOTUR em 2008, com a celebração da então Gestão de Patrimônio Histórico, o monumento trata-se de uma Efígie de Otacílio Negrão de Lima [...] em homenagem ao prefeito [...] por iniciativa do Diário de Minas. Foi inaugurado em 14 de julho de 1969, tendo à frente o Sr. Helvecio Ferreira de Andrade. A obra esculpida em três faces nas quais representados: Otacílio Negrão de Lima, o desenho da Igreja de São Francisco e de um guindaste com um menino e uma menina de mãos dadas numa menção ao fato de ter sido ele, o idealizador da Pampulha, de Venda Nova e da Cidade Industrial. Na obra encontrava-se ainda a assinatura do autor; Lêdo. O pedestal é de mármore preto e a placa era de bronze. Na placa havia o texto: A OTACÍLIO NEGÃO DE LIMA - HOMENAGEM DA CIDADE E DO "DIÁRIO DE MINAS" 14/07/49 - 14/07/69

Otacílio Negrão de Lima – (Nepomuceno/ MG, 1897), Engenheiro, integrou o corpo de engenheiros da Prefeitura de Belo Horizonte, ocupando a chefia do Serviço de Reforço do Abastecimento de Água. Criou o Serviço Social da Indústria (SESI), o Serviço Social do Comércio (SESC) e a Fundação da Casa Popular, tendo, também, baixado o ato que dispôs sobre a criação do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC). Foi prefeito de Belo Horizonte de 1935 a 1938. Foi deputado federal, jornalista, tenente-coronel da Força Pública de Minas Gerais e chefe do Cadastro de Belo Horizonte. Lecionou arquitetura e urbanismo na Escola de Arquitetura de Minas Gerais. Publicou a lei e o serviço de hidrômetros de Belo Horizonte. Faleceu em Belo Horizonte no dia 27 de maio de 1960[1]

Pássaro



Legenda:
Artista: Paulo Lender
Data: 1980
Local: Av. Bandeirantes – Parque Julien Rien - Mangabeiras
Foto: Arquivo pessoal



A pedido de Paulo de Tarso, da Serviço de Prestação de Assistência Médico-Hospitalar S.A. (Serprem) e inspirado na paisagem montanhosa ali existente, a escultura foi criada e instalada no Parque Julien Rien, em 1980. O nome da obra: Pássaro, de acordo com o artista, surgiu como consequência da topografia montanhosa existente no lugar.

Homenagem às Vítimas da Ditadura



Legenda:
Artista:Tiago Belem
Data: 2013
Local: Av. Afonso Pena em frente à antiga sede do Dops - Delegacia de Segurança Pessoal e de Ordem Política e Social
Foto: Ale Megale



Conforme Carneiro e Mello[1], 58 mineiros foram mortos enquanto lutavam contra o regime no período da ditadura entre 1964 e 1985. Em homenagem a eles, um monumento foi erguido com o nome dos dissidentes, suas idades e a data da morte de cada um. Relatam que o nome mais famoso é o da estilista curvelana Zuleika Angel Jones, a Zuzu Angel, que morreu em 1976 enquanto fazia denúncias públicas sobre o desaparecimento do filho, Stuart Jones, perseguido pela ditadura. O monumento foi inaugurado pelo Secretário da Justiça na época, Paulo Abrão.

A escultura traz dobras e recortes que dialogam entre si. No centro, surge a forma de um losango que lembra a bandeira nacional e, em toda superfície que contorna o vazado, os nomes dos dissidentes:

1 – Abelardo Rausch Alcântara – 12 de fevereiro 1970 – Brasília
2 – Adriano Fonseca Filho– 28 de novembro de 1973 – Araguaia
3 – Alberto Aleixo – 07 de agosto de 1975 – Rio de Janeiro
4 – Antônio Carlos Bicalho Lana – 30 de novembro de 1973 – São Paulo
5 – Antônio Joaquim de Souza Machado – 15 de fevereiro de 1971- Rio de Janeiro
6 – Antônio dos Três Reis de Oliveira – 17 de maio de 1970 – Paraná
7 – Arnaldo Cardoso Rocha – 15 de março de 1973 – São Paulo
8 – Augusto Soares da Cunha – 01 de abril de 1964 – Governador Valadares
9 – Áurea Elisa Pereira Valadão – 13 de junho de 1974 - Araguaia
10 – Benedito Gonçalves – 20 de agosto de 1979
11 – Carlos Alberto Soares de Freitas – 15 de fevereiro de 1971 – Rio de Janeiro
12 – Carlos Antunes da Silva – 16 de janeiro de 1970 – Belo Horizonte
13 – Carlos Schirmer – 01 de maio de 1964 – Divinópolis
14 – Ciro Flávio Salazar Oliveira – 30 de setembro de 1972 Araguaia –
15 – Daniel José de Carvalho – 13 de julho de 1974 – Paraná
16 – David de Souza Meira – 01 de abril de 1968 – Rio de Janeiro
17 – Devanir José de Carvalho – 07 de Abril de 1971 – São Paulo
18 – Eduardo Antônio da Fonseca – 23 de dezembro de 1971 – São Paulo
19 – Eduardo Collen Leite – Bacuri – 08 de dezembro 1970 – São Paulo
20 – Elson Costa – 15 de janeiro de 1975 – São Paulo
21 – Feliciano Eugênio Neto – 29 de setembro de 1976 – São Paulo
22 – Geraldo Bernardo da Silva – 17 de julho de 1969 – Rio de Janeiro
23 – Getúlio de Oliveira Cabral – 29 de dezembro de 1972 – Rio de Janeiro
24 – Gildo Macedo Lacerda – 28 de Outubro de 1973 – Recife
25 – Guido Leão – setembro de 1979 – Betim
26- Hamilton Pereira Damasceno – fevereiro de 1972 – Rio de Janeiro
27 – Helber José Gomes Goulart – 16 de julho de 1973 – São Paulo
28 – Hélcio Pereira Fortes – 28 de janeiro de 1972 – São Paulo
29 – Idalísio Soares Aranha Filho – 12 de julho 1972 - Araguaia
30 – Itair José Veloso – 25 de maio de 1975 – São Paulo
31 – Ivan Mota Dias – 15 de maio de 1971- Rio de Janeiro
32 – Jeová Assis Gomes – 09 de janeiro de 1972 – Goiás
33 – João Batista Franco Drummond – 16 de outubro de 1976 – São Paulo
34 – João Bosco Penido Burnier – Padre – 11 de outubro de 1976 – Goiânia
35 – Joel José de Carvalho – 13 de julho de 1974
36 – José Carlos Novaes da Mata Machado – 28 de outubro de 1973 – Recife
37 – José Júlio de Araújo – 18 de agosto de 1972 – São Paulo
38 – José Maximino de Andrade Netto – 18 de agosto de 1975 – São Paulo
39 – José Toledo de Oliveira – 21 de setembro de 1972 – Araguaia
40 – Juarez Guimarães de Brito – 18 de abril de 1970 – Rio de Janeiro
41 – Lucimar Brandão Guimarães – 31 de julho de 1970 – Belo Horizonte
42 – Maria Auxiliadora Lara Barcelos – 01 de junho de 1976 – Alemanha
43 – Nativo Natividade de Oliveira – 23 de outubro de 1985 – Goiás
44 – Nelson José de Almeida – 11 de abril de 1969 – Teófilo Otoni
45 – Oracílio Martins Gonçalves – 30 de julho de 1979
46 – Orlando da Silva Rosa Bomfim Júnior – 08 de outubro de 1975 – São Paulo
47 – Osvaldo Orlando da Costa – abril de 1974 – Araguaia
48 - Otávio Soares Ferreira da Cunha – 04 de abril de 1964
49 – Paschoal Souza Lima – 30 de março 1964 – Governador Valadares
50 – Paulo Costa Ribeiro Bastos – 11 de Julho de 1972 – Rio de Janeiro
51 – Paulo Roberto Pereira Marques – dezembro 1973 – Araguaia
52 – Pedro Alexandrino Oliveira Filh – 04 de agosto de 1974 – Araguaia
53 – Raimundo Eduardo da Silva – 05 de Janeiro de 1971 – São Paulo
54 – Raimundo Gonçalves de Figueiredo – 28 de abril de 1971 – Recife
55 - Rodolfo de Carvalho Troiano – Araguaia – 12 de janeiro 1974
56 – Walquíria Afonso Costa – Araguaia – 25 de dezembro de 1974
57 - Walter de Souza Ribeiro – Araguaia – 03 de abril 1974
58 – Zuleika Angel Jones – Zuzu Angel – 14 de abril de 1976 – Rio de Janeiro


[1] Jornal Estado de Minas – Política, postado por Alexandre Carneiro e Alessandra Mello em 25/05/2013 14:51

“Memorial dos Herois”



Legenda:
Artista: Robson Emerick de Azevedo
Data: 2018
Local: entrada principal da Academia de Bombeiros Militares – ABM - Rua Piauí, 1815
Foto: Ale Megale

Homenagem aos bombeiros militares do Corpo de Bombeiros do Estado de Minas Gerais que morreram no cumprimento da lei. De acordo com a publicação feita pela Corporação (CBMMG, 2018), foram 53 bombeiros que morreram em atuação.

O “Memorial dos Herois” tem a finalidade de imortalizá-los. O idealizador do projeto, Robson Emerick de Azevedo, “buscou representar a grandiosidade da bravura desses herois “, em uma chapa de aço corten, utilizando de formas geometrizadas para representar os elementos, descritos por ele, como “essenciais à sobrevivência humana: água, ar, fogo e terra”.

A base é de granito e recebe uma torre de extremidade assimétrica com placas em aço inox, com os nomes dos militares e as datas que sucumbiram na atividade de bombeiro militar desde o ano de 1930, data do primeiro óbito. Ainda, de acordo com a reportagem: Corpo de bombeiros inaugura o Memorial dos heróis, 2018, o Coronel do Corpo de Bombeiros, Edgar Estevo da Silva, além de destacar a importância do memorial para a história da Corporação, decretou também, o “Dia do Herois”, celebrado no dia 04 de julho.

Frase inscrita no memorial: “Eles combateram o bom combate em alma e coragem. Seus exemplos incendeiam os corações dos companheiros que ficaram”.

Conforme Donis A. (1991, p.198), “a essência da escultura consiste no fato de ser construída com materiais sólidos e existir em três dimensões”, assim, pode ser tocada e vista por vários ângulos. Na obra, é possível perceber a tenuidade entre a bi e a tridimensão, isto é, ao mesmo tempo que se apresenta no espaço real, ainda guarda princípios formais da bidimensão.

Construída em chapa de ferro que se alonga no sentido vertical, formas circulares e vazadas “descrevem” sua organização no espaço promovendo uma sensação de leveza.

Monumento à Paz



Legenda:
Artista: Ricardo Carvão Levy
Data: 1924
Local: Praça Israel Pinheiro – Praça do Papa
Foto: Bruno Rivelli

A Praça Israel Pinheiro, mais conhecida como Praça do Papo, está localizada no bairro Mangabeiras, um dos locais mais altos da cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais. Situa-se próxima à base da Serra do Curral, ao final da Avenida Agulhas Negras e a mais de 1.100 m de altitude. O nome da praça se deve ao Papa João Paulo II por ocasião da sua primeira visita à cidade, no dia 1º de julho de 1980.

Em 1983, foi erguido o ‘Monumento da Paz”, com uma missa assistida por quatro mil pessoas, construído numa parceria entre os governos municipal e estadual e a Cúria Metropolitana, após sua aprovação pela Câmara Municipal de Belo Horizonte.

O “Monumento da Paz” foi uma criação do artista plástico Ricardo Carvão Levy, escolhido após concurso. É uma estrutura de 92 toneladas, medindo 24 metros de altura, 10 metros de comprimento e 2 metros de largura. Constitui-se de três chapas de aço, sendo duas em forma triangular e a terceira como retângulo.

Na parte superior, que aponta para o alto, representa a fé em Deus, e a parte inferior, a benção de Deus. A parte que divide os dois lados simboliza a paz celestial e o equilíbrio entre as duas forças. Ao lado, uma cruz foi erguida simbolizando a cristandade.

Marco Cívico



Legenda:
Artistas: André de Paula Abreu, Ana Cristina Lazarini Ávila, Gustavo Rocha e Humberto Pedercini
Data: 1997
Local: Praça da Bandeira
Foto: Ale Megale


Marco Cívico de Belo Horizonte, construído na Praça da Bandeira, em 1997, ano da comemoração do Centenário de Belo Horizonte. A praça foi redesenhada com o objetivo de consolidar o local como o marco cívico de Belo Horizonte. Criou-se então, a cerimônia de troca da Bandeira, realizada mensalmente.

Tigre I e Tigre II




Legenda:
Artista: desconhecido
Data: 1924
Local: Museu Artes Ofícios – Praça Rui Barbosa
Foto: Bruno Rivelli

Os Tigres fazem parte dos primeiros monumentos: “as estátuas Tigres e Leões”, instalados em 4 de setembro de 1906, por ocasião da inauguração da Praça Rui Barbosa. A praça passou por uma reforma radical e reinaugurada em 1926.

Uma das lembranças da gestão do prefeito Dr. Flávio dos Santos em 1926 é constituída nos trabalhos de escultura, representando dois tigres e dois leões, ambos em mármore branco e colocados nos jardins, estilo francês dos anos 20, na Praça Rui Barbosa.

Posteriormente, as estátuas foram doadas ao Jardim Zoológico e, em seguida, passaram a integrar o acervo do Museu de Artes e Ofícios. Foram tombadas em âmbito estadual e municipal, pelo IEPHA e pela Gerência de Patrimônio Histórico de Belo Horizonte, respectivamente.

Os Tigres e Leões foram esculpidos por Antônio Folini, em mármore branco, material utilizado também no pedestal.

Leão I e Leão II




Legenda:
Artista: Antônio Folini
Data: s/d
Local: Praça Rui Barbosa
Foto: Bruno Rivelli


Os dois leões fazem parte dos primeiros monumentos, “as estátuas Tigres e Leões”, que foram instaladas em 1906, por ocasião da inauguração da Praça Rui Barbosa. A construção da praça teve início em 1904 e, dessa época, destacam-se até hoje, nos jardins, os dois leões em mármore, encomendados ao artista belga Folini. 

De acordo com informações da CAU/BR, "a Praça da Estação pode ser considerada o ponto de ignição da cidade planejada de Belo Horizonte, seu primeiro espaço histórico. Em 1897, data da fundação da cidade, todos os novos moradores e trabalhadores chegavam pela estação de trem, tornando a praça adjacente uma espécie de porto seco. Este local foi o núcleo urbano inicial da nova capital das Minas Gerais" (CAU/BR, S/D).

A praça passou por uma reforma e foi reinaugurada em 1926. As estátuas Tigres e Leões, datadas de 1906, foram incorporadas à praça Rui Barbosa por ocasião da inauguração. Hoje, as estátuas, que estão expostas na praça, são réplicas. As originais podem ser vistas no Museu de Artes e Ofício, nesta mesma Praça e no Iepha.

Tigre



Legenda:
Artista: Antônio Folini
Data: 1906
Local: Praça Rui Barbosa – Museu Artes e Ofícios
Foto; Bruno Rivelli



O Tigre é parte dos primeiros monumentos: “as estátuas Tigres e Leões”, que foram instalados em 1906, por ocasião da inauguração da Praça Rui Barbosa.

A praça passou por uma reforma e reinaugurada em 1926. Nessa transição, as estátuas foram doadas ao Jardim Zoológico e, em seguida, passaram a integrar o acervo do Museu de Artes e Ofícios, sendo tombadas em âmbito estadual e municipal, pelo IEPHA e pela Gerência de Patrimônio Histórico de Belo Horizonte, respectivamente. 

Os Tigres e Leões foram esculpidos por Antônio Folini, em mármore branco, material utilizado também no pedestal.

Outono



Legenda:
Artista: Desconhecido
Data: s/d
Local: Praça Rui Barbosa - Praça da Estação
Foto: Bruno Rivelli


Outono é uma das esculturas do grupo ‘Quatro Estações” de autor desconhecido. De acordo com Werneck, "a peça está sob guarda do Iepha, em sua sede na Praça da Liberdade. A peça foi restaurada, depois de desaparecida, pichada e quebrada. Em mármore branco, com altura de 1,38m, 39 cm de largura e 36 cm e profundidade. Retrata a figura de jovem com cachos de uvas nas mãos. Originalmente, ficava na Praça da Estação. Datada do início do século e de autor desconhecido. Tombada pelo município em 1998". WERMECK, 2012 S/P

Trata-se de uma jovem carregando cachos de uva, realizada em mármore de Carrara, é considerada símbolo de Belo Horizonte. Foi esculpida no final do século XX.

Ninfa I e Ninfa II









Legenda:
Artista: Antônio Folini
Data: 1926
Local: Praça Rui Barbosa - Praça da Estação
Fotos: Bruno Rivelli



As duas Ninfas são parte do conjunto arquitetônico da Praça Rui Barbosa. Ambas estão colocadas sob pedestais de mármore e dentro de um lago projetado por Roberto Magno de Carvalho, por ocasião da reforma paisagística da praça em 1924.

Em 1995, em razão de vandalismo, as estátuas foram recolhidas pelo Iepha/MG. Atualmente, as estátuas que compõem a ornamentação da praça são réplicas das originais.