sábado, 25 de abril de 2020

Esferas em Concreto

Legenda:
Artista: desconhecido
Data: S/D
Local; Viaduto Santa Tereza
Foto: Bruno Rivelli

As 145 esferas em concreto, expostas nas mediações do Viaduto Santa Tereza, são organizadas pela repetição da forma e em continuidade. Conforme Gomes (2000, 89), “a redundância é um fator que se caracteriza (...) pela repetição (...) aspectos que se desejam enfatizar ou chamar a atenção”. De acordo com Philippe Albuquerque (2015), o viaduto onde as esferas se encontram foi: “Projetado pelo engenheiro Emílio Henrique Baumgart, um dos primeiros a propor o uso do concreto armado no país, o viaduto foi construído em 1929. A ideia era ligar os bairros Floresta e Santa Tereza ao Centro da cidade. Tombado como patrimônio cultural da cidade nos anos 90, tem 390m de extensão, 13m de largura e 14m de altura’ (ALBUQUERQUE, 2015).

Ordem da Cruz




















Legenda
Artista: desconhecido
Data: S/D
Local: Av. Afonso Pena, 1377 - Parque Municipal Américo Renné 
Foto: Bruno Rivelli

O monumento construído de forma triangular compõe uma estrutura que transporta, em cada lado, significados da ordem da cruz: Amor, Luz e Paz. Instalado no Parque Municipal, trata-se de uma doação ao parque pela Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis – AMORC que é uma Organização mística, filosófica com objetivo de perpetuar o conhecimento dos iniciados do antigo Egito, voltada ao desenvolvimento integral do ser humano.  De caráter cultural, místico e fraternal, reúne homens e mulheres dedicados ao estudo e aplicação prática das leis naturais que regem o universo e a vida.

Laranja



Legenda:
Artista: Éolo Maia e Sylvio de Podestá
Data: 1992
Local: Praça da Liberdade
Foto: Bruno Rivelli



Em forma de uma laranja partida, os arquitetos Éolo Maia e Sylvio de Podestá, para camuflar a estrutura, duto de ventilação dos sanitários públicos masculinos, fizeram uso dessa forma estabelecendo um diálogo perfeito com as cores, ornamentos, colagem e materias diversos existentes no prédio conhecido como Rainha da Sucata, situado na Praça da Liberdade.





Flor do Futuro




Legenda:
Artista: desconhecido
Local: Praça Hugo Werneck
Foto: Bruno Rivelli


Em formas sinuosas, o espaço se ocupa de planos articulados que se alongam criando volume, como resultado de um diálogo estabelecido entre planos e espaços vazios num delicado e constante movimento. As placas de aço simbolizam uma forma vegetal em floração, uma pintada de azul e a outra de marfim. A peça foi executada a pedido da UPSI Informática para ser instalado no jardim de uma unidade da empresa, chamada "Casa do Futuro". 

A ideia da criação da escultura foi explorar a diversificação dos produtos da UPSI, com a comercialização de equipamentos de informática. A casa foi posteriormente vendida e a obra levada para um canteiro da praça Hugo Werneck, em frente ao escritório - sede da empresa[1].

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Escultura de Aço

legenda: 
Artista: desconhecido
Local: Av. Pasteur
Data: S/D
Foto: Bruno Rivelli
Escultura em aço, de características geométricas, é constituída pela repetição de padrões angulares formados por dobras, em perfeita harmonia. No espaço vazio da escultura é possível perceber a formação de losangos e triângulos que definem a forma como um todo equilibrado e simétrico.  Conforme Gomes, “a simetria é um equilíbrio axial [...] as unidades de um lado são idênticas as do outro lado” (GOMES, 2000, 59)

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Vitória de Samotrácia


Foto e texto enviados por Mariana Tanure


Legenda: Artista: Desconhecido
Data: 2008
Local: Lagoa do Quiosque no Parque Municipal
Foto: Mariana Tanure

A escultura que integra o Parque Municipal Américo Renné Giannetti é uma réplica da escultura grega Vitória de Samotrácia, cujo original encontra-se no Museu do Louvre, em Paris.
A escultura original foi confeccionada em mármore entre 220 e 190 a.C. e  colocada em um navio de guerra para comemorar a vitória em uma batalha. A escultura partiu-se em 118 pedaços, sendo descoberta em 1863 pelo arqueologista Charles Champoiseau, na ilha de Samotrácia na Grécia, ela foi remontada em 1864 e desde então integra o acervo do Museu do Louvre, a cabeça nunca foi encontrada. A Vitória de Samotrácia caracteriza a deusa grega Nice ou Niké que personificava a vitória, a força e a velocidade, representada por uma mulher alada.
A doação da escultura foi feita pela empresa ArcelorMittal Brasil, em comemoração aos 110 anos do Parque, via Lei de Incentivo à Cultura, tem mais de três metros de altura, pesa uma tonelada e possui autenticação do Reúnion de Musées Nationaux, instituição francesa que coordena 33 museus franceses. A réplica da Vitória de Samotrácia foi alocada na Lagoa do Quiosque, em caráter permanente, em 2008.
O Parque Municipal, como é popularmente conhecido, localiza-se no centro de Belo Horizonte, foi inaugurado em 26 de Setembro de 1897, dois meses antes da inauguração da capital mineira. Sendo projetado em estilo romântico inglês pelo arquiteto e paisagista francês Paul Villon. Inicialmente o parque possuia mais de 500 mil metros quadrados, contudo, a partir do início do século XX perde grande parte de sua área para construções ao redor, contando hoje com pouco mais de 180 mil metros quadrados. O Parque Municipal é um local de convivência e lazer, abriga várias espécies da fauna e flora brasileira, e possui grande importância para o patrimônio histórico, cultural e arquitetônico da cidade de Belo Horizonte.
Segundo Ricardo Jorge dos Reis Silva em sua dissertação Arte Pública como recurso educativo: contributos para a abordagem pedagógica de obras de Arte Pública, a indiferença dos transeuntes com as manifestações artísticas espalhadas pelos espaços públicos demonstra a necessidade de educar artisticamente as pessoas para que elas adquiram a bagagem necessária que as permitam usufruir dessas obras (SILVA, 2007).
Tendo em vista que a arte dos espaços públicos facilita o acesso, pois traz a arte para o cotidiano dos cidadãos, poder apreciar e interagir com a escultura da Vitória de Samotrácia, para citar apenas uma entre as várias esculturas espalhadas pela cidade, produz grande benefício aos que circulam por esses locais, porque para Ricardo Reis "A Arte Pública define espaços únicos e específicos, estabelecendo relações entre o observador, a obra e o contexto." (SILVA, 2007).

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Monumento à Aleijadinho


Foto e texto enviados por Mariana Tanure

Legenda:
Artista: Sylvio de Vasconcellos
Data: 1969
Local: Gramado em frente à Reitoria da UFMG, no Campus Pampulha.
Foto: Mariana Tanure


O monumento foi instalado em 1969, em homenagem ao artista barroco Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido como Aleijadinho, tendo sido criado pelo artista belorizontino Sylvio Carvalho de Vasconcellos (1916-1979). Sylvio foi historiador, escritor, pesquisador, arquiteto, professor da Faculdade de Arquitetura da UFMG e um dos pioneiros da arquitetura modernista brasileira em Minas Gerais. Também dirigiu o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Minas Gerais (IPHAN-MG) por 30 anos.
O monumento integra o conjunto arquitetônico e paisagístico da Reitoria, juntamente com o espelho d'água, ambos tombados pelo Patrimônio Histórico e Cultural de Belo Horizonte. A escultura é composta de duas partes de cilindro de concreto entrelaçado que lembram uma coroa, também integra sua estrutura a plataforma de 25 por 45 metros, feita de pedras Itacolomi vermelhas, sobre a qual foi instalada. O monumento simboliza dois elementos: o domínio da técnica pelo homem e a aspiração, que é representada pela parte ascendente.
Aleijadinho foi um artista mineiro que nasceu em Vila Rica (Ouro Preto), estima-se que em 1730. Ele aprendeu o ofício observando o pai que também era entalhador e a pedra-sabão foi, juntamente com a madeira, o material mais utilizado em suas esculturas. Essa preferência do artista por esse material certamente influenciou Sylvio de Vasconcellos, pois o Monumento à Aleijadinho foi totalmente recoberto de pastilhas de pedra-sabão, também conhecidas como pastilhas de serpentinito.
Em 2017, em comemoração aos 90 anos da UFMG, o monumento passou pelo primeiro processo de restauração desde sua instalação, e as pastilhas tiveram que ser recolocadas, pois muitas haviam se descolado com o passar dos anos. A restauração também incluiu os reservatórios em frente à reitoria. Anteriormente, foram discutidas as formas e materiais a serem usados na restauração. Em 1977, Vasconcellos foi consultado sobre a substituição das pastilhas de pedra-sabão por outro material, diante da dificuldade de se encontrar pedras na mesma coloração, o arquiteto  chegou a sugerir mosaicos vítreos transparentes, felizmente, a equipe responsável pela restauro resolveu manter o material original, evitando assim, o que o restaurador e crítico de arte Cesare Brandi descreveu como falso artístico: "A restauração deve visar ao restabelecimento da unidade potencial da obra-de-arte, desde que isso seja possível, sem cometer um falso artístico ou um falso histórico, e sem cancelar nenhum traço da passagem da obra-de-arte no tempo” (BRANDI, 2004, p. 33).


Referências

ARAÚJO, Ana Rita. Aleijadinho agradece. Disponível em: < https://www.ufmg.br/90anos/aleijadinho-agradece/ > 

BASTOS, Chico. Escola de Arquitetura da UFMG e BDMG Cultural celebram o Centenário de Sylvio de Vasconcellos. Disponível em: <http://www.ouropreto.com.br/secao/artigo/escola-de-arquitetura-da-ufmg-e-bdmg-cultural-celebram-o-centenario-de-sylvio-de-vasconcellos> Acesso em: 26 Jul. 2018.

BRANDI, Cesare. A teoria da restauração. São Paulo: Ateliê Editorial, 2004.

https://www.ufmg.br/online/arquivos/046639.shtml