quarta-feira, 29 de abril de 2020

Afonso Arinos



Legenda:
Artista:Celso Antônio de Menezes
Data: 1929
Local: Rua Alvares Cabral
Foto: Bruno Rivelli


Afonso Arinos de Melo Franco (1868/1916), advogado, contista, romancista, professor de História do Brasil, nasceu em Paracatu, MG. Foi um dos fundadores da Faculdade de Direito de Minas Gerais, onde lecionou Direito Criminal.

Com vários trabalhos publicados na Revista Brasileira e na Revista do Brasil, foi convidado por Eduardo Prado para assumir, em 1897, a direção do Jornal Commércio de São Paulo. Em 1901, foi eleito sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

Em homenagem ao escritor Afonso Arinos, foi criado, por Celso Antônio de Menezes, um monumento da imagem acima, que se constitui de uma coluna de granito, de 2,10 m de altura e 65 cm de largura em cada lado. No topo da coluna central, enfatiza-se, em baixo-relevo, um medalhão com o retrato do autor de “Buriti Perdido”, um dos poemas de Afonso Arinos.

Conforme Nieto (2018): "o paracatuense Afonso Arinos foi o segundo ocupante da cadeira 40 da Academia Brasileira de Letras, foi eleito em 31 de dezembro de 1901, na sucessão de Eduardo Prado, e recebido em 18 de setembro de 1903 pelo acadêmico Olavo Bilac. Recebeu o acadêmico Artur Jaceguai", (NIETTO, 2018 S/N) 

A base de monumento, em granito, tem 28 cm de altura com extensão de 1,50 cm. O baixo-relevo, com o retrato de Afonso Arinos, mede 50 cm de altura e 35 cm de largura. Em cada um dos lados da coluna, o artista explorou um dos símbolos mais famosos da obra de Afonso Arinos: o buritizeiro solitário. A obra foi inaugurada no dia 01 de agosto de 1929.

Milton Soares Campos



Legenda:
Artista: Alfredo Ceschiatti
Data: s/d
Local: Praça Miltom Campos s/n Cruzeiro
Foto: Bruno Rivelli

Nasceu em Ponte Nova, em 16 de agosto de 1900. Formou-se em Direito e iniciou sua carreira política em 1933. Foi Governador de Minas Gerais (1947-1951) e Ministro da Justiça no governo Castelo Branco (1964-1965).

Essa homenagem feita ao homem público em estátua de bronze, sobre um pedestal de mármore, do artista plástico Alfredo Ceschiatti, tem 3 metros de altura, em sua totalidade e pesa, aproximadamente, 800 quilos. Foi modelada e fundida em partes, separadamente: cabeça, tronco, quadril e coxa, panturrilha e pernas e depois soldadas, consolidando-se em uma só peça.
Com a alteração do trânsito na Avenida Afonso Pena, pelo projeto Pace, o monumento foi retirado do canteiro central, restaurado pelo professor da UFMG, Fabrício Fernandino, em junho de 1999, e transferido para o passeio lateral no entroncamento entre Av. Afonso Pena e av. do Contorno.

De forma realista e com um pequeno deslocamento das pernas, a estátua explora sua naturalidade, contrapondo-se com o efeito de segregação, proveniente do elevado pedestal, o que na corrente das esculturas tradicionais leva a um certo distanciamento do observador, colocando a pessoa retratada num patamar de heroísmo, de magnitude.

Juscelino Kubitschek de Oliveira



Legenda:
Artista: Vilma Noel
Data: 1992
Local: Parque Ecológico do Sion, Parque JK, final da Av. Bandeirantes
Fonte: foto acervo particular

Estátua de bronze, sob um pedestal de mármore, tem, em sua extensão total, três metros de altura. Foi criada pela artista Vilma Noel e representa, de forma realista, o grande líder do desenvolvimento mineiro e nacional.

A homenagem foi feita pelo Banco do Desenvolvimento de Minas Gerais S/A, em comemoração aos seus 90 anos, por intermédio do BDMG Cultural, em 28 de novembro de 1992.

Conforme Teixeira (2008), apud Brant 2015, SP, “as estátuas são consideradas verdadeiros objetos de arte que dialogam com a cidade, e cada uma delas guarda em si pedaços da história do lugar”.

Juscelino Kubitschek de Oliveira, mais conhecido como JK, nasceu em Diamantina, em 190, Foi médico e político de carreira. Na década de 40, Juscelino tomava posse como novo prefeito de Belo Horizonte, no dia 18 de abril. Sua meta era promover o progresso em tempo recorde.

Conforme descrito no Portal São Francisco: "a infraestrutura adotada pelo novo prefeito, levou a construir o que viria a ser um marco na economia e na indústria e colocaria Belo Horizonte em pé de igualdade com as grandes cidades brasileiras: a cidade Industrial. Juscelino Kubistchek contratou um jovem recém-formado arquiteto, Oscar Niemeyer, para desenvolver um projeto urbanístico para a lagoa da Pampulha. Logo aprovado. O projeto constava de quatro obras: a Igreja Francisco de Assis, a Casa do Baile, o Cassino e o Iate Clube" (PORTAL SÃO FRANCISCO, S/D).

Foi o 20º presidente do Brasil entre os anos de 1956 e 1961. Um dos seus grandes feitos, a construção de Brasília, marcou a transferência da capital federal, até então no Rio de Janeiro, em 21 de abril de 1960.

Murilo Rubião - Encontro Marcado



Legenda:
Artista: Leo Santana
Data: 2017
Local: Entrada da Biblioteca Pública Estadual Professor Luiz de Bessa – Praça da Liberdade
Foto: Bruno Rivelli

Imortalizado pelo artista plástico Leo Santana, a estátua de Murilo Rubião, jornalista e escritor, foi instalada em frente à Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, no Circuito Liberdade, em comemoração ao seu centenário. Conforme Oliveira (2017, S/P) “O secretário de Estado de Cultura, Ângelo Oswaldo, destaca a força da figura do escritor homenageado nos dias atuais”.

De bronze e em tamanho real, Murilo Rubião é retratado de terno e, com pisadas marcantes, insinua um caminhar em direção dos já homenageados amigos escritores mineiros: Otto Lara Rezende, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos e Hélio Pellegrino. Além disso, segura um exemplar do “Suplemento Literário de Minas Gerais”, publicação criada por ele há mais de 50 anos.

domingo, 26 de abril de 2020

Tiradentes - 3a Homenagem



Legenda:
Artista: Leo Santos
Data: 2014
Local: Praça da Assembleia - em frente ao Holl da Bandeira
Foto: acervo pessoal


Essa estátua é mais uma homenagem ao, Joaquim José da Silva Xavier, feita pela Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais por ocasião do feriado de 21 de abril, data de sua morte em 1792.
Joaquim José da Silva Xavier 1746/1792, nascido na Fazenda do Pombal, Minas Gerais, além de um dos representantes da Inconfidência Mineira, foi influenciador dos ideais de Independência do Brasil, o que o transformou em símbolo de liberdade. Consoante a essa informação, constante no Portal da Assembleia Legislativa de Minas Gerais – ALMG (2014), escreve, "buscava libertar Minas Gerais da dominação portuguesa e, inspirado pelos ideais iluministas da França e da Independência dos Estados Unidos, instituir a república na região. Foi condenado à morte, sentença cumprida em 21 de abril de 1792. Atualmente, Tiradentes é considerado o mártir da Inconfidência Mineira, patrono cívico do Brasil e patrono das polícias militares". (PORTAL ALMG, 2014)

O monumento foi criação do artista plástico Leo Santana. Realizado em bronze, com 180 kg e com 1,78 de altura, está localizado em frente ao Hall das Bandeiras da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

A forma da estátua é uma configuração do real. Conforme Gomes (2000), "a representação real dos objetos ou coisas de modo geral são os limites reais traduzidos pelos pontos, linhas, planos, volumes ou massa, ou seja, é um registro por meio de fotografias, ilustrações e pinturas figurativas, bem como, por meio de esculturas, estátuas, monumentos", (GOMES, 2000.p 46)

Na forma figurativa que representa Tiradentes, os curtos deslocamentos dos pés e o cruzamento dos braços nas costas deixam a escultura mais natural, atribuindo á estátua, um caráter mais sereno.

Tiradentes - 2a Homenagem




Legenda:
Artista: José Synfronini de Freitas Castro
Data: 1993
Local: Praça Mendes Júnior – em frente PMMG
Foto: Bruno Rivelli


Joaquim José da Silva Xavier, 1746/1792, nascido na Fazenda do Pombal, Minas Gerais, além de um dos líderes da Inconfidência Mineira, foi um dos representantes dos ideais de Independência do Brasil, cujo símbolo era liberdade. 

Segundo informações da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, 2014, a escultura foi criada pelo artista plástico José Synfronini de Freitas Castro, a partir de estudos realizados por coronéis historiadores da Polícia Militar de Minas gerais. 

Sobre essa representação Brant (2015), "traz o inconfidente sem barba e cabelo comprido. Segundo os historiadores, em época de execução pública, entendia-se que nada num condenado poderia esconder ou perturbar a imagem do instrumento do castigo (a forca), portanto, a vítima não poderia ser barbuda" (BRANT, 2016, [S.I.]

O estudo para a realização da estátua foi aprovado pelo Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, por parecer validado do ponto de vista estético e histórico.

A estátua expressa o conceito de representação do real, como Gomes (2000, 46), salienta: “a representação real dos objetos [...] são os limites reais traduzidos pelos pontos, linhas, planos, volumes ou massas, ou seja, é o registro por meio [...] de esculturas, estátuas, monumentos...”

Vaca de Concreto "Aeronauta"




Legenda:
Artista: Marcelo Nitsche
Data: 1981
Local: Rua Leopoldina próximo n° 62
Fonte: foto acervo pessoal


De concreto, a vaca foi criada pelo artista Marcelo Nistchi, resultado de uma premiação que lhe conferiu o 2º lugar no concurso Intervenção, do XII Salão Nacional de Arte, promovido pelo Museu de Arte da Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Esportes de Belo Horizonte.

O Projeto foi realizado em 02 de fevereiro de 1981, em um dos quarteirões fechados da praça Sete de Setembro, no centro de Belo Horizonte – MG. Santos (1999), ao se referir à vaca de concreto, diz:

Também caio, e sinto que meu corpo de vaca aérea começa a se desintegrar [...]. O leite se vaporiza [...] vai se adensando, primeiro sobre a América, depois Brasil, então Minas Gerais, Belo Horizonte, o bairro Santo Antônio, a rua Leopoldina (SANTOS, 1999, 111).

A obra foi transferida para a rua Leopoldina, no dia 06 de fevereiro de 1981. Os moradores receberam tão bem a ideia, que resolveram criar uma associação para proteger a escultura. Desde 2010, a associação convida artistas para pintá-la anualmente, durante o período de carnaval. Razão pela qual estamos sempre sendo surpreendidos por novas pinturas sobre sua superfície. Normalmente, as pinturas são de cunho social, como foi a “vaca atolada” pintada em protesto ao desastre ambiental de Mariana, por ocasião do rompimento da barragem..